
Este trabalho não tem a pretensão
de abranger todas as questões envolvidas em Metodologia Científica.
Trata-se, tão somente, de uma ajuda para consulta por parte dos
alunos dos cursos de graduação. Qualquer aprofundamento teórico
ou prático deverá ser buscado na bibliografia sugerida no final
deste trabalho.
Nossa
intenção foi apenas facilitar a busca dos alunos no que diz respeito
aos trabalhos de pesquisa acadêmica. A estrutura deste trabalho,
por si só, serve de modelo para um trabalho realizado em sala de
aula. Além disso, procuramos apresentar e explicar as regras para
cada parte de um trabalho científico.
Baseados
em observações próprias, sem conotação científica, notamos que a
disciplina de Metodologia Científica é uma das mais rejeitadas pelos
alunos em praticamente todos os cursos de graduação. É, mais ou
menos, como o velho chavão do "odeio matemática", mesmo que
a matemática não seja tão terrível assim.
Na verdade,
essa rejeição não se dá pela disciplina em si, já que seu conteúdo
é simples e até mesmo primário; a rejeição só pode se tornar efetiva,
real, por responsabilidade única da didática aplicada pelos professores
que ministram as aulas que tratam de métodos de pesquisa.
A disciplina
Metodologia Científica é iminentemente prática e deve estimular
os alunos para que busquem motivações para encontrar respostas as
suas dúvidas. Se estamos nos referindo a uma disciplina engajada
num curso superior, estamos, concomitantemente, referindo-nos a
uma Academia de Ciência e, como tal, as respostas dadas às dúvidas
primeiras devem ser buscadas através do rigor científico e apresentadas
através das normas acadêmicas vigentes.
Dito
isto, parece que fica claro que metodologia científica não é um
simples conteúdo a ser decorado pelos alunos, para ser verificado
num dia de prova; trata-se de fornecer aos alunos um instrumental
indispensável para que sejam capazes de atingir os objetivos da
Academia, que são o estudo e a pesquisa em qualquer área.
Procuramos,
na medida do possível, seguir rigorosamente as regras definidas
pela Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT, para
elaboração de trabalhos científicos. Caso alguma regra não esteja
sendo cumprida, a responsabilidade é da desatenção do autor.
Quando
falamos de um curso superior, estamos nos referindo, indiretamente,
a uma Academia de Ciências, já que qualquer Faculdade nada mais
é do que o local próprio da busca incessante do saber científico.
Neste sentido, esta disciplina tem uma importância fundamental na
formação do profissional. Mas aprender a pesquisar é muito fácil.
Vejam
só:
Muitos livros são escritos sobre a questão dos métodos de pesquisas; entre eles destacamos:
VERA, Armando Asti. Metodologia da pesquisa científica. Porto Alegre: Globo, 1976.
Livro
tradicional, que apresenta em forma discursiva, os métodos científicos.
É um dos livros escritos por um professor de Filosofia da Ciência
da Universidade Nacional de Buenos Aires. O objetivo principal deste
livro "é a exposição e análise crítica do significado e dos limites
dos métodos e técnicas atuais de investigação" (Vera, 1976:
1). Note-se que este livro foi escrito em 1973.
De qualquer
forma é um livro simples e de fácil entendimento para os cursos
de graduação.
BACHELARD, Gaston. O novo espírito
científico. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro,
1968. 151 p. (Biblioteca Tempo
Universitário, 12).
Livro mais complexo sobre Filosofia das Ciências. Este livro é mais indicado para os cursos de pós graduação ou ao de graduação em Filosofia.
GALLIANO, A. Guilherme. O método científico:
teoria e prática. São Paulo: Harbra,
1986. 200 p.
Este
livro pode ser dividido em uma parte teórica e outra prática; é
um livro próximo do elaborado por Asti Vera, sendo que um pouco
mais valorizado nas questões práticas da Metodologia Científica.
É um
excelente livro para os cursos de graduação e oferece alguns capítulos
que ajudam no aproveitamento da leitura e técnicas de redação.
Apresenta
também um glossário, que ajuda aos alunos a compreenderem os termos
referentes à Metodologia Científica.
BASTOS, Lília da Rocha, PAIXÃO, Lyra,
FERNANDES, Lucia Monteiro. Manual para
a elaboração de projetos e relatórios
de pesquisa, teses e dissertações. Rio de
Janeiro: Zahar, 1982.
É um livro fundamentalmente prático. As três professoras da Universidade Federal do Rio de Janeiro propuseram-se a realizar uma obra em estilo de manual, baseando-se nos modelos americanos existentes. É também um bom livro no que se refere às questões práticas. Traz no seu bojo as regras de Referências Bibliográficas da ABNT. No entanto, deve-se tomar cuidado, já que a primeira edição do Manual é do ano de 1979 e as regras foram alteradas no ano de 1989.
GOLDENBERG, Mirian. A arte de pesquisar:
como fazer pesquisa qualitativa em
Ciências Sociais. 2 ed. Rio
de Janeiro: Record, 1997. 107 p.
É um livro dedicado à pesquisa qualitativa em Ciência Social. É um livro limitado no seu contexto mais geral., já que não amplia as abordagens tratadas. No entanto, é passível de consulta, podendo ser útil numa consulta de termos e aspectos teóricos em qualquer área.
Realizada
a Revisão de Literatura, podemos notar que quase todas as obras
tratam a questão da Metodologia Científica no seu sentido teórico.
A partir daí notamos, por conseqüência, a necessidade de realizarmos
uma obra que oriente os alunos na confecção de trabalhos de sala
de aula.
A presente
obra procura não dificultar as questões que envolvem a elaboração
de um projeto e o relatório da pesquisa, portanto, pode ser entendida
como uma facilitadora da aprendizagem, onde os alunos poderão consultar,
a qualquer hora, para suprimir suas dúvidas quanto aos procedimentos,
técnicas e normas de pesquisa.
É um
trabalho realizado especificamente para alunos dos cursos de graduação,
se bem que possa ser utilizado pelos dos cursos de pós-graduação.
Pela sua simplicidade e pela sua intenção de ser um trabalho direto
e objetivo, torna-se uma obra de real importância. Podemos dizer
também que trata-se de uma obra singular na literatura sobre Metodologia
Científica, embora não concludente e passível de revisão e ampliação.
-
Oferecer aos alunos dos cursos de graduação um material concreto
de consulta para elaboração de projetos e relatórios de pesquisa.
- Mostrar
para nossos clientes como trabalhamos.
- Facilitar
a aprendizagem dos alunos dos cursos de graduação.
- Esclarecer
as regras e as normas estipuladas pela ABNT, para elaboração
de projetos e relatórios de pesquisa.
2.4 - Metodologia
A
metodologia adotada nesta obra foi somente a Análise de Textos.
Vários livros foram consultados e procurou-se encontrar uma maneira
de sintetizá-los numa obra que tivesse o caráter de objetividade
e riqueza de dados.
Esta
obra tem origem numa apostila feita para consulta dos alunos. A
partir daí essa apostila foi revisada e ampliada para que se tornasse
mais completa.
A evolução
humana corresponde ao desenvolvimento de sua inteligência. Sendo
assim podemos definir três níveis de desenvolvimento da inteligência
dos seres humanos desde o surgimento dos primeiros hominídeos:
a) O medo:
Os seres humanos pré-históricos não conseguiam entender os fenômenos da natureza. Por este motivo, suas reações eram sempre de medo: tinham medo das tempestades e do desconhecido. Como não conseguiam compreender o que se passava diante deles, não lhes restava outra alternativa senão o medo e o espanto daquilo que presenciavam.
b) O misticismo:
Num
segundo momento, a inteligência humana evoluiu do medo para a tentativa
de explicação dos fenômenos através do pensamento mágico, das crenças
e das superstições. Era, sem dúvida, uma evolução já que tentavam
explicar o que viam. Assim, as tempestades podiam ser fruto de uma
ira divina, a boa colheita da benevolência dos mitos, as desgraças
ou as fortunas eram explicadas através da troca do humano com o
mágico.
c) A ciência:
Como
as explicações mágicas não bastavam para compreender os fenômenos
os seres humanos finalmente evoluíram para a busca de respostas
através de caminhos que pudessem ser comprovados. Desta forma nasceu
a ciência metódica, que procura sempre uma aproximação com a lógica
(em breve evoluiremos para desenvolver este tema).
O ser
humano é o único animal na natureza com capacidade de pensar. Esta
característica permite que os seres humanos sejam capazes de refletir
sobre o significado de suas próprias experiências. Assim sendo,
é capaz de novas descobertas e de transmiti-las a seus descendentes.
O desenvolvimento
do conhecimento humano está intrinsecamente ligado à sua característica
de viver em grupo, ou seja, o saber de um indivíduo é transmitido
a outro, que, por sua vez, aproveita-se deste saber para somar outro.
Assim evolui a ciência.



